sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Uma parte de Mim

Uma parte de mim são aguas tranquilas 
outra parte  é tempestade mas que logo se acalma

Uma parte de mim é muito grande
outra parte comporta um Alguém gigante

Uma parte de mim é minha consciência Suprema
outra parte  é também ela que governa

Uma parte de mim quer nutrir-se de conhecimento de Ti
outra parte anseia para Tua voz ouvir

Uma parte de mim é esterna 
outra parte puco mais ficara na terra

Uma parte de mim tem a visão 
outra parte não quer tirar nem o pé do chão

Traduzo-me aqui e agora como um ser
que recebeu uma nova história de Quem 
a vida lhe deu e o Seu amor eterno recebeu 
Em Ti não há duvidas acerca de mim!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Minha Infância

Que chuchú não?!



Olá povo lindooO!!!
sei que já se passou o dia das crianças mas, hoje quero  compartilhar minha infancia com vocês. Vamos lá!?


Costumo dizer que vivi a minha infância sem pressa e prazo de validade, e sinceramente afirmo que ela não foi até os 12 anos de idade como afirmam teóricos como Jean Piaget, minha infância só foi encerrada por mim após os 15. E faço questão de estar sempre revivendo-a ao ver fotos, ler historinhas, brincando com outras crianças comendo bombons antigos que me remetem a ela que a deram um toque mais doce. Lembro-me de dias curiosos, incansáveis, e sempre curtos demais para as meus criativos faz de contas.
Bom, recordo-me daquela época (não tão distante) de lugares e pessoas, e cheiros com muita facilidade, aliás, recordo-me até mesmo de sonhos e pesadelos que tive ainda pequena. Meu irmão mais velho costuma dizer que, ou eu tenho uma “memória de elefante”, ou eu invento muita coisa, mas eu prefiro pensar que eu vivi bem a minha infância, e que eu estava em um mundo inabalável incontestável e inesquecível.
A escola não veio tarde, pois tenho na memorias muitos momentos de recreações e crianças pequenas perto de mim, meu pai me deixando em uma casa em que haviam mulheres que chamávamos de “tia” em um lugar parecido com a escola, mas que parecia bem mais divertido. Eu amava!
Uma das recordações que tenho um tanto vagas e imagino que eu devia ter em torno dos 4 ou  5 anos, é de minha mãe deixando eu e minha irmãzinha mais nova  na casa da vizinha que morava de frente a qual eu chamava de “tia Selma”, ela tinha duas filhas e um filho um tanto mais velhos que eu e  me divertiam muito levando-me para brincar no quintal empoeirado deles até a hora de voltar para casa.
Ainda nesta fase eu recordo os dias que sofria sem minha chupetinha que a mamãe tanto tentava tirar de mim e meu querido paizinho trazia escondido novamente só pra me deixar feliz ou seria para me fazer parar de chorar?
Falando do meu pai ele era e imagino que ainda seja apaixonado por mim, aliás, eu era a segunda filha de três também conhecida como a “do meio”, tenho um irmão mais velho e uma irmã mais nova e agora tem o recém chegado do segundo casamento do meu pai, o que acredito que não me torna mais a sua filha “do meio”. Meus irmãos acreditam até hoje que eu sempre fui o xodó do meu pai e de fato eu era a mais dengosa e a mais apegada. Meu pai sempre me fala deste apego comum certo orgulho e conta que quando eu era bebê sempre que ele saía para trabalhar me deixava aos prantos ao vê-lo saindo. Ele passava mais tempo com agente do que a mamãe, pois ele era funcionário autônomo e ela trabalhava no comercio, portanto ele tinha mais tempo para brincar com agente, e agente fazer dele cavalinho. Meu pai nos levava para o nosso quintal que para mim na época pelo que me lembro era muito grande e lá ele brincava de fazer panelinhas de barro, de fazer reciclagem com as garrafas Pet, carrinho, óculos, chapéus, e como tínhamos um tanque abandonado nos dias de muito calor ele permitia que agente brincasse de piscina nele, sempre nos vigiando.
A minha mãezinha até hoje se diverte muito pouco com agente, pois ainda trabalha tanto ou mais do que antes. A maioria dos momentos que estávamos com ela eram de reclamações ou era respondendo a lição de casa, mas me parece que todas as mães são um pouco mais fel do que os pais, no entanto, eu amava ficar perto dela e ela perto de nós. O seu trabalho nos roubava muitos finais de semana, mas não foram nada que a impedisse de nos recompensar com passeios e brinquedos, por mais apertados que a nossa situação financeira nos fosse, eram três filhos então tudo era triplicado. As roupinhas quando compradas, e sempre por ela própria eram bastante coloridas e iguais para as suas duas lindas filhas e bem estilosas para o seu primogênito. Ela era, e é uma bela, jovem e inteligente mãe.
Eu e meus irmãos sempre tivemos babás desde a época em que morávamos em Salvador, eu tinha por volta dos 2 anos quando retornamos a minha cidade natal, algumas delas  também fizeram minha infância divertida, uma que marcou mais foi a Rose ela era grandona,  bem alta e era engraçada, na época dos piolhos ela quem catava com muito carinho, fazia recitas esquisitas e gostosas, acho que por isso que meu irmão aprendeu a inventar receitas. Rose ficou conosco dois anos e quando ela foi embora eu me lembro de ter sofrido um pouco mais, era com ela que eu aprendia piadas e ria muito com as suas resenhas, pra ela eu perguntava aquelas perguntas sem noção de criança, eu sempre fui de me apegar fácil às pessoas, meus animais de estimação que o digam. Tive vários cãezinhos, tartarugas e gatinhos e quando morriam ou ia embora a chorona da casa (eu) ficava inconsolável. Com o tempo aprendi a lidar com este sentimento de perda e a controlar minhas emoções.
Aproveitando pra falar sobre resenha, apesar de nunca ter feito fortes resenhas a respeito da aparência dos outros colegas evitando mágoa ou brigas, eu sempre fui “gaiata”. Lembro-me de sempre que eu ia sair ou dormir fora da minha casa minha mãe dava logo a voz: “Deixa de gaiatice e se comporta.” Eu era muito risonha, de tudo eu achava graça (e sou assim até hoje) meu irmão mais velho era o meu companheiro nas gargalhadas dormíamos tarde da noite rindo de piadas sem nexo.
Nas férias ou nos fins de semana a minha mãe me deixava ir dormir ou passar uma temporada na casa de sua irmã, a tia que tenho como segunda mãe. Eu diria que 25% da minha infância foi na casa da minha tia brincando com as minha primas, mas a Jessica, ou como a chamamos carinhosamente Jel, era diferente pois falávamos a mesma língua, tínhamos pouquíssima diferença de idade, 6 meses apenas então falávamos a mesma língua.
Brincávamos de um tudo, e tudo para nós era brinquedo, muitos dos brinquedos que ela tinha eu não tinha então pra mim era mais do que uma colônia de férias era a brinquedolândia, e na época do grupo “É o Tchan” fazíamos questão de na frente da tv imitar as dançarinas. Bons tempos aqueles.  Compartilhávamos tudo, íamos para todos os clubes, fazíamos muitos passeios e eu sempre conhecia a roda de amigos novos dela a cada férias que chegava. Éramos realmente irmãs inseparáveis, brincavam até que éramos gêmeas. Mas quando acabavam as férias ou os dias estipulados por mamãe, eu ficava aos prantos.
Na minha casa eu tinha um irmão mais velho que não brincava as mesmas brincadeiras, e minha irmã mais nova não entendia as minhas brincadeiras. Era certo eu chegar em casa de mau humor e de cara fechada. Logo com ameaças da minha mãe de que se eu continuasse assim eu pararia de ir pra casa da minha tia, eu parei com este meu chilique.
No quintal na minha casa tem um quartinho e lá eu diria que foi o inicio da pedagogia na minha vida. Lá eu e minha irmã brincávamos de tudo, era um cubículo, mas para nossa imaginação era a nossa casinha, o supermercado a nossa escolinha. Foi ali que meu irmão nos ensinava lições básicas da escola, e foi ali que comecei a gostar de ser professora fazendo da minha irmã a minha aluninha. Usávamos nossos brinquedos de panelas e tudo o que a imaginação nos permitia transformar para construir o cenário perfeito pegávamos até mesmo as coisas de casa, mamãe sempre chiava porque quando levávamos pra lá o que era útil pra ela não seria mais.
Comidinha de mato, bonecas, e tapetes de fuxico feitos pela minha avó paterna construíam a nossa casinha e o acordo com minha irmã era que quem estuda de manhã brinca a tarde e quem estuda a tarde brinca de manhã, e quando era férias tinha que caber as duas. Por falar em minha avó paterna, é impossível, diria falar da minha infância e não falar dela. Quando os fins de semana não eram na casa da minha tia materna com minha prima, ou em casa brincando com os coleguinhas da rua meu pai nos levava para a casa dela. Ela amava nossa companhia e sempre nos ensinava a costurar, (foi ela quem me ensinou!) quando não era hora de costurar estávamos na cozinha ela preparava doces caseiros e sempre comprava uma besteirinha, e lá perto dela moravam dois primos meus que nos atraiam com suas brincadeiras, e como tinha muitas plantas na vizinhança era certo ou voltarmos além de sujos, também cortados, porque nos acabávamos brincando de pega-pega e pique esconde no meio do mato alto. E pra encerrar a visita a vovó delicada vinha com a mão trincando de moedinhas, sempre imaginei que ali era uma forma dela expressar o carinho e a gratidão por estarmos com ela.  Quando já noitinha agente voltava pra casa, mas se minha mãe estivesse trabalhando ainda íamos busca-la. E lembro-me de nesta época estar sendo alfabetizada então de dentro do carro, vendo os letreiros e os outdoors eu amava ficar lendo em voz alta. Em meio a estas brincadeiras sofri com a separação dos meus pais e, mas do muito que chorei continuei sendo criança e com um pouco de egocentrismo achei que agora tudo dobraria pra mim. Mas eu só achei mesmo.
Minha avó materna não menos importante também nos deixava fazer aquela baguncinha no seu quintal, mas depois não tínhamos como escapar da bagunça precisávamos arrumar se não ela ficava muito brava. No final aquela merendinha e nada diferente das outras avós sempre nos trazia aquelas moedinhas e um “Deus te abençoe” ao despedir-se após pedirmos a benção.
Enfim, na escola eu tagarela toda, mais muito elogiada por ser inteligente e obediente, mas admito já fiz minha mãe comparecer na diretoria por eu dar umas conversadinhas durante a aula, mas a culpa era sempre das minhas colegas que sentavam perto de mim e me disparavam. Passei por muitas escolinhas particulares durante a minha educação infantil, mas uma me marcou muito até hoje, a Escolinha Bem Me Quer, onde aprendi a ler e escrever.
Se há algo que marcou a minha alfabetização com intensidade foi a minha dificuldade em realizar os exercícios, e lá em casa a função era da minha mãe que apesar de ter tido dificuldades para estudar era sempre muito inteligente e queria que nós não sofrêssemos o que foi um dia as sua frustração, não ter estudados até a Faculdade. Ela que às vezes muito cansada e acredito que até estressada vinha e me ensinava, e quando era dia de matemática, estava armada a confusão! Acabava meu pai intervindo acho que com medo dela me sentar um tapão. Porém o que acredito trazer a memória é o que realmente vale a pena se lembrar; a maneira como fui persuadida na escolinha a aprender a ler e escrever e a insistência e preocupação da minha família com o meu futuro. E se estou hoje aqui é porque os seus gritões mãe me fizeram entender que o estudo é tão importante na vida de uma criança como o brincar e o comer.
A doce professora Rosa, prendia minha atenção primeiramente por seus longos e encaracolados cabelos, e sempre com seu sorriso memorável e seu meigo jeito de nos dizer “não meu amor, não é assim” ou então um satisfatório (ao menos para mim) “Parabéns!”. Com esta professora tudo ficava prazeroso. Posso até está romantizando a historia, mas as marcas da compreensão e paciência que esta minha “Doce Professora” me deixou são reais até os dias de hoje. Mais tarde, mudando de serie não tive mais o mesmo contato com ela e logo ela teve de se ausentar.
Ela marcou-me o suficiente para eu não só aprender (apesar das dificuldades), mas também imita-la, como havia dito anteriormente, amava brincar de Escolinha, e de preferencia eu queria ser a professora. Como eu me divertia!
Trazendo a memória momentos da minha alfabetização lembro-me de uma professora amável e divertida, a Pró Rosa nunca me pareceu ser chata e nem alienada, apesar de naquela época eu não ter senso critico ainda (acredito) na verdade não há recordações ruins sobre ela.  Talvez toda a dificuldade que enfrentei durante os meus primeiros passos de aprendizagem realmente não deva ser significativa ao ponto de roubar a mensagem que para mim hoje como futura Pedagoga, Professora é muito mais importante, o de envolver o aluno equilibrando conhecimento com afeto, afinal é uma profissão totalmente ligada ao próximo. E durante minhas series iniciais muitas professoras com quem estudei eram atenciosas e preparadas. Muitas delas ainda atuam na mesma escola onde eu estudei, ensinando as mesmas series.
Em resumo a minhas series iniciais da alfa a 1ª serie era aprendendo a ler brincando, 2ªserie fui para escola da igreja e não tem como esquecer os piolhos e os meus paqueras que aliá nem dava bola, 3ª a 4ª serie preconceitos por parte de alguns da turma, porém eu nunca me inibia e nesta fase eu era fã da dupla Sandy e Junior e na escola quando era dia das crianças eu e um colega meu sempre os imitávamos. E nesta mesma época eu já estava me envolvendo com os ministérios da igreja pra minha idade e ganhava sempre um destaque. Digo que não deu tempo das chacotas dos colegas me fazerem chorar. Logo superei e isto passou a ser pra mim apenas uma  fase assim como o complexo de inferioridade que quase desenvolvi, acredito que eu soube canalizar  para as brincadeiras e para as atividades que mais me davam prazer. Aqui dou destaque para a importância do brincar para a criança parecia que nas minhas brincadeiras eu extravasava, e refazia meus pensamentos de novo assim meio que inconscientemente eu fui aprendendo que o melhor remédio era brincar.
 Logo meus pais não tendo mais como nos manter em escolas particulares na 5ª serie do fundamental fui para a escola publica e lá conheci meu noivo lindo, e esta é mais uma daquelas longas historias do destino, escritas pelos dedos de Deus. Trocávamos cartinhas, mas e inocentemente ele queria me namorar, mas eu obedecia meus pais e deixei claro que eu só queria estudar. Na 7ª serie mudei de escola e nos distanciamos, mas o tempo nos pregou uma peça e olha nós aqui agora noivando. Com minhas bonecas Barbies na mochila nesta idade ainda elas iam me acompanhando e no intervalo enquanto as outras meninas brincavam de “bonecos” eu fazia questão de na sala sozinha brincar com minhas bonequinhas e aproveitando cada segundo da “inocência” que em mim ainda havia. Enfim nesta serie eu tinha 13 anos e sei que a infância acabaria mais ou menos aqui, mas acredito que ela não acaba ela dorme e se desfaça assim eu senti.
 Às vezes penso que por ter sido muito mimada por meu pai e ter tido muito da minha mãe é que sou assim, me sinto em uma infância sem fim, mas a minha infância teve sem duvida a atenção o cuidar, educar, e brincar que toda criança deveria experimentar. Hoje tenho uma sobrinha e é com ela que revivo e relembro coisas da minha infância, é com ela hoje que brinco de ser criança.
Concluo dizendo que esta nada breve fase da minha vida na pratica tem seu fim, mas acredito que dentro de nós a infância nem sempre precisa de uma criança para ressurgir.  Afirmo que tudo que pude graças a Deus e aos meus pais eu vivi, não pulei nenhuma fazer e meus pais mesmo não tendo recebido a melhor infância souberam juntos ou separados construiu um pouquinho de mim. Nasci, chorei, sorri, brinquei, fiz tudo o que uma criança tem direito nesta vida de viver.







quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Bom de Papo





Olá pessoal este é o nosso 1º de muitos "Bons de Papo", e como estreia trago pra vocês um conteúdo da área da pedagogia ( pra variar..risos) mas com uma pitada de humor. 
Pela primeira vez faço neste blog uma postagem de um vídeo, relacionando-o com a realidade. é uma charge de Mauricio Ricardo, que de uma forma descontraída aborda a realidade da educação brasileira quanto a sua didática de ensino e a comunicação na relação entre professores e alunos.
 Bom sem muitas delongas, vamos a discussão?


Pelo menos por um momento chega de textos com linguagens rebruscadas, e aparentemente sem nenhuma atratividade, é bem isso o que muitos textos acadêmicos possuem ,  e sem desmerecer jamais a importância da teoria, procurarei ser bem direta quanto a linguagem e o objetivo  deste hipertexto que é através da descontração nos levar a refletir sobre a temática aqui trazida.

Muitos de você devem ter ouvido falar ou conhecido alguma das obras de Paulo Freire, um educador brasileiro que contribuiu com uma metodologia de ensino e aprendizagem significativa não só no Brasil como também no exterior.

Que tal fazermos uma breve recapitulação?

Freire fazia uso da Palavramundo ( palavras pertencentes a realidade dos educandos) para alfabetizar jovens e adultos, trabalhadores que em sua maioria já havia abandonado a escola para trabalhar, ou nunca tivera a oportunidade de estudar. Mas Freire não se preocupava apenas com o alfabetizar por alfabetizar um de seus grandes propósitos através da alfabetização era conscientizar os alunos da importância que a leitura possui para modificar a sociedade e a realidade em que eles se encontravam, e durante o processo de aquisição da escrita e da leitura era gerado nos educandos com um espírito crítico,pois para Freire não havia forma melhor de conscientiza-los e de alfabetiza-los que o uso da própria realidade deles trazendo palavras do seu cotidiano, vale salientar que a comunicação entre ele e seus alunos, não era nada tradicional pois ele ao mesmo tempo que fazia uso da rigorosidade para ensinar, ele colocava-se em pé de igualdade com os seus alunos equilibrando sempre esta relação entre professor e aluno.

Mas você deve estar se perguntando porque estou trazendo Paulo Freire adjunto a este vídeo.

As escolas não apenas do presente mas também do passado e esperamos que não do futuro sofrera e sofre com a questão da comunicação entre o professor e a realidade dos estudantes, não apenas acerca da linguagem  mas principalmente quanto a didática e os métodos de ensino usados pelos docentes.

Esta charge ilustra bem o que esta acontecendo por falta desta comunicação. o abandono das salas de aula pelos professores, o desrespeito dos alunos com os mesmos e no fim ninguém sabe se comunicar e se perde a ordem e acaba-se com a esperança de um progresso.  Vemos que quando a professora tenta outro método de comunicação com seus educandos usando a linguagem deles, a compreensão destes flui.
E se pararmos para analisar esta comunicação não se trata apenas da forma de falar mas também de ensinar. e como deixar de fora a tecnologia e seus meios de comunicação didáticos que é uma das "linguagens" para a escola não no futuro mas agora, no presente fazer uso como método de ensino e aprendizagem. E esta é uma discussão longa, incontestável e inevitável para os próximos dias da escola.

Este é realmente um papo provocante, e inacabado pois na verdade esta muito ligada a formação inicial dos professores e a práxis. Poderíamos falar sobre este assunto em "n" postagens, e teremos sim esta oportunidade, no entanto o que trago pra você  aluno e principalmente ao professor é esta constante reflexão acerca das suas praticas pedagógicas e seu comprometimento com as metodologias em prol do desenvolvimento dos alunos.

Portanto não concluiremos este tema por aqui, ainda há muito pra se discutir, para refletir deixo portanto com base neste vídeo a dica: é preciso haver flexibilidade, compreensão e principalmente dedicação dos docentes pela educação. ( olha, deu rima!)

Abçs...e até a próxima! 

sábado, 22 de novembro de 2014

Sobre o Instinto Pedagógico


O Blog Instinto Pedagógico foi criado para a divulgação de trabalhos do âmbito pedagógico conhecer outros trabalhos, além de ter como o objetivo primordial a socialização entre outros blogs. Visa alcançar leitores não apenas da área da pedagogia, mas também das demais áreas, inclusive estudantes das escolas do nível Fundamental quanto Médio e porque não os simpatizantes da nossa querida Pedagogia? Todo conhecimento é valido e toda visita também. Afinal de contas nós nunca sabemos de tudo.

A característica deste blog é demonstrar através do Instinto que em nós é gerado através do conhecimento acadêmico adquirido, o mundo da pedagogia suas facetas, sua amplitude nas áreas, seus trabalhos, teorias, e sua história.

A proposta é fazer postagens de textos e vídeos informativos, compartilhamento de experiências pessoais para gerar reflexões, além de todo um suporte teórico. Muito conteúdo com humor tudo para alcançar a todas as mentes disponíveis a socialização e aberta a novos e até velhos conhecimentos.
http://pedagogiando-britto.blogspot.com.br/ 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Síntese do texto:A escola tem futuro?



A escola tem futuro?

Selma Garrido Pimenta e Marise compartilham durante uma entrevista suas experiências no cominho da educação inclusive na época da ditadura.
Selma traz primeiramente a sua imersão nas pesquisas mesmo como docente ainda atuante. Para ela as pesquisas acadêmicas precisam ir além do espaço da escola e partir para pesquisas com professores o que chamava de pesquisa colaborativa, este tipo de pesquisa segundo a Selma  “não está só aplicado a uma mudança de postura (...) mas também esta trazendo elementos que considero muito significativos na construção da teoria sobre educação escolar”. Para ela a partir das problematizações discutidas na pesquisa com professores poderia se encontrar mais informações fazendo assim elaboração de projetos de intervenção.
A partir desta sua visão de pesquisa colaborativa , Pimenta faz uma critica como ela vê a escola hoje. Uma de suas posições é de que “precisamos, com os professores, construir uma nova escola; aprender a ler compreender, interpretar a leitura que eles próprios tem da escola.
Mais adiante Selma começa  a contar de forma resumida a sua historia a formação a escolha pela pedagogia e a militância no Experimental um de seus projetos o qual originou a sua dissertação de mestrado e da pesquisa para o doutorado.
Ela também nos conta que uma de suas lutas no tempo da ditadura era contra a hegemonia na educação e nos sistemas de ensino. Na sua caminhada dentre as tantas instituições e trabalhos dos quais fez parte tiveram a presença de Bernadete Gatti, Carlos Luiz Gonçalves, José Carlos Libâneo, Dermeval Saviani, Celso Ferreti, Antônio Joaquim Severino, Antônio Gramsci todos eles fizeram parte de sua trajetória. Selma prossegue toda a entrevista contando sobre seus projetos suas opiniões sobre a educação, professor, escola, enfim.
Em uma de suas questões Marise fala da direção da escola contemporânea e a educação dos cidadãos que irão compor o pais , Selma diz que a escola  “não está conseguindo fazer” e ainda compartilha mais uma  de suas vivencia na Apeaesp que consistia em um trabalho de acessoria a professores da rede estadual em resumo Selma acredita que a escola.
Ela precisa ser transformadora, com certeza, na sua forma de gestão na forma de organizar o processo de ensino e aprendizagem.(...) portanto no seu espaço e no seu tempo, nas suas relações com a comunidade.Ela precisa ser transformada em sua própria insersão no sistema de ensino. (p.166)
E por fim Pimenta traz em sua ultima fala sobre a escola na sociedade através de uma de suas observações no filme Cidade de Deus onde garotos encontram um bom lugar sem a intervenção da escola.
(...) a escola que temos hoje não daria conta de dizer para aqueles protagonistas, que são pessoas reais, que ela poderia ajuda-los a ter o seu lugar no mundo.
Selma continua .
(...) Então penso que a analise critica das contradições presentes na escola tem que no levar a uma superação disso, e não uma volta para tráscomo as vezes uma perspectiva pós modernista nos levaria.



                                                                                                        

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A Minha Doce Alfabetização

A Pró Rosa e eu na minha formatura
da alfabetização

Se há algo que marcou a minha alfabetização com intensidade foi a minha dificuldade em realizar os exercícios. Porém o que acredito trazer a memória é o que realmente vale a pena se lembrar; a maneira como fui persuadida na escolinha a aprender a ler e escrever.
A doce professora Rosa, que prendia minha atenção primeiramente por seus longos e encaracolados cabelos, e sempre com seu sorriso memorável e seu meigo jeito de nos dizer “não meu amor, não é assim” ou então um satisfatório (ao menos para mim) “Parabéns!”, com esta professora tudo ficava prazeroso. Posso até está romantizando a historia, mas as marcas da compreensão e paciência que esta minha “Doce Professora” me deixou são reais até os dias de hoje. Mais tarde, mudando de serie não tive mais o mesmo contato com ela e logo ela teve de se ausentar.
Pincelando o mestre Paulo Freire percebo que não tem como falarmos de alfabetização e não cita-lo, pois ele dava uma aula de educação e ensino. Como não inserir neste meu diário de bordo seus pensamentos a respeito da relação aluno e professor quando o próprio Freire fala disto tão bem?
Um dos primeiros pontos que farei uso é o que Paulo Freire titula em seu livro “Pedagogia da Autonomia os saberes necessários á prática educativa.” como “Ensinar exige querer bem os educandos” (p.90). Pelo que pude perceber neste capitulo (cap. 3) Freire trará a discussão a postura também de humanismo do professor.
Acredito que apesar de este tema estar no final do livro, na minha alfabetização isto foi primordial para a Professora Rosa. Afinal como alguém conseguia ensinar com seriedade e com tanto carinho sem exceder nem um nem outro? Noto que Freire deixa muito claro que o querer bem que ele se refere está muito ligado a “alegria de viver”. O que me parecia era justamente isto que a Pró Rosa sentia, sempre sorrindo. De onde vinha todo aquele humor e paciência? 
Nesta discussão eu acredito que Paulo Freire liga muito o bem estar, á alegria, ao prazer na docência, e á rigorosidade também.

É falso também tomar como inconciliáveis seriedade docente e alegria, como se a alegria fosse inimiga da rigoridade. Pelo contrário, quanto mais metodicamente rigoroso me torno na minha busca e na minha docência, tanto mais alegre me sinto e esperançoso também. (FREIRE, Paulo. p.90)

Enfim, não sei se a minha “Doce Professora” da alfabetização lera esta obra, mas o que ela deixou em mim marcou-me o suficiente para eu não só aprender (apesar das dificuldades), mas também imita-la, amava brincar de Escolinha, onde eu era a professora. Como eu me divertia! Trazendo a memória momentos da minha alfabetização lembro-me desta professora amável e divertida, a Pró Rosa nunca me pareceu ser chata e nem alienada, apesar de naquela época eu não ter senso critico ainda (acredito) na verdade não há recordações ruins sobre ela.  Talvez toda a dificuldade que enfrentei durante os meus primeiros passos de aprendizagem realmente não deva ser significativa ao ponto de roubar a mensagem que para mim hoje como futura Pedagoga, Professora é muito mais importante, o de envolver o aluno equilibrando conhecimento com afeto, afinal é uma profissão totalmente ligada ao próximo. E durante minhas series iniciais muitas professoras com quem estudei eram atenciosas e preparadas. Muitas delas ainda atuam na mesma escola da minha alfabetização, ensinando as mesmas series.

Enfim, Freire educava jovens e adultos, mas não havia para ele restrições quanto a mensagem que transmitia para os docentes, a ideia dele era o progresso e eu vivo o progresso desde a minha alfabetização. Estou na universidade e desejando ser  professora desejando ser tão boa quanto a minha bela e gentil professora que me alfabetizou.  “Não importa com que faixa etária trabalhe o educador ou a educadora. O nosso é um trabalho realizado com gente, miúda, jovem ou adulta, mas gente em permanente processo de busca.” (p. 91).

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

CURIOSIDADE - Instinto Pedagógico esclarece

Particularmente acredito que não são muitas as pessoas que "curiam" sobre a Pedagogia, assim também não são as que se perguntam: Por que uma CORUJA a representa ? O Instinto Pedagógico faz questão de esclarecer.

Quem já viu uma coruja de perto há de convir que é um ser misterioso e belo certo? Pois bem.
A mascote da Filosofia e do curso de Letras, é também mascote do curso de Pedagogia e como quase tudo ao nosso redor seu significado e importância vem láaaaaa da Grécia com o mito da deusa da sabedoria Athena que era representada por uma Coruja, dando a entender assim que, na coruja está a sabedoria. É valorizada pelos gregos por ser intuitiva, atenta, e por ver coisas que ninguém vê.

CARACTERÍSTICAS: Como já dissemos é um animal misterioso e intuitivo, atento, e caçador, possuem uma ótima audição, e é notívago, ou seja noturno, e para os gregos é uma característica dos Filósofos pois acreditam que a noite é o melhor momento pra pensar. Acreditavam também que é um animal reflexivo. Tudo a ver conosco estudantes de Pedagogia, Letras e Filosofia não acham ? e ainda dizem que nossos cursos são "fichinha" bobagem. Bom, se eu fosse um inseto ou um roedor não subestimaria uma coruja pois apesar de tímidas  não são "fichinhas" e dificilmente erram a presa.

É isso ai, Pedagogos e futuros Pedagogos, não é necessário comer carne de coruja ou até criar uma, para adquirir sabedoria, claro, como tudo na mitologia grega nos leva a reflexão as características naturais das corujas são referidas a nós pois em nosso curso somos chamados para agirmos com seres instintivamente e primordialmente Reflexivos e Intuitivos.

A timidez dispensamos mas à caça iremos sempre, caçadores do Conhecimento, noturnos como todo estudante, afinal quem nunca se aproveitou do silencio da madrugadas para estudar? Ah, e sobre o mistério, digamos que toda profissão tem seu charminho. ;)











Referências:
http://www.significados.com.br/
http://www.bichosbrasil.com.br/

Uma parte de Mim

Uma parte de mim são aguas tranquilas  outra parte  é tempestade mas que logo se acalma Uma parte de mim é muito grande outra parte comp...