Uma parte de mim são aguas tranquilas
outra parte é tempestade mas que logo se acalma
Uma parte de mim é muito grande
outra parte comporta um Alguém gigante
Uma parte de mim é minha consciência Suprema
outra parte é também ela que governa
Uma parte de mim quer nutrir-se de conhecimento de Ti
outra parte anseia para Tua voz ouvir
Uma parte de mim é esterna
outra parte puco mais ficara na terra
Uma parte de mim tem a visão
outra parte não quer tirar nem o pé do chão
Traduzo-me aqui e agora como um ser
que recebeu uma nova história de Quem
a vida lhe deu e o Seu amor eterno recebeu
Em Ti não há duvidas acerca de mim!
Conselho de classe
Sempre presente trazendo aos amantes e aos simpatizantes da Pedagogia todo tipo de informação no âmbito Pedagógico fazendo uso da interdisciplinariedade nos temas discutidos além, é claro, de trazer experiências da autora que vos fala antes e durante a Pedagogia na sua vida. Sejam Bem Vindos! "Ninguém ignora tudo, Ninguém sabe tudo" (Paulo Freire), portanto, fiquem mais que a vontade pra compartilhar, discutir e transformar a história da Pedagogia nesta geração!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Minha Infância
Olá povo lindooO!!!
sei que já se passou o dia das crianças mas, hoje quero compartilhar minha infancia com vocês. Vamos lá!?
Costumo
dizer que vivi a minha infância sem pressa e prazo de validade, e sinceramente
afirmo que ela não foi até os 12 anos de idade como afirmam teóricos como Jean
Piaget, minha infância só foi encerrada por mim após os 15. E faço questão de
estar sempre revivendo-a ao ver fotos, ler historinhas, brincando com outras
crianças comendo bombons antigos que me remetem a ela que a deram um toque mais
doce. Lembro-me de dias curiosos, incansáveis, e sempre curtos demais para as
meus criativos faz de contas.
Bom,
recordo-me daquela época (não tão distante) de lugares e pessoas, e cheiros com
muita facilidade, aliás, recordo-me até mesmo de sonhos e pesadelos que tive
ainda pequena. Meu irmão mais velho costuma dizer que, ou eu tenho uma “memória
de elefante”, ou eu invento muita coisa, mas eu prefiro pensar que eu vivi bem
a minha infância, e que eu estava em um mundo inabalável incontestável e
inesquecível.
A
escola não veio tarde, pois tenho na memorias muitos momentos de recreações e
crianças pequenas perto de mim, meu pai me deixando em uma casa em que haviam
mulheres que chamávamos de “tia” em um lugar parecido com a escola, mas que
parecia bem mais divertido. Eu amava!
Uma
das recordações que tenho um tanto vagas e imagino que eu devia ter em torno
dos 4 ou 5 anos, é de minha mãe deixando
eu e minha irmãzinha mais nova na casa
da vizinha que morava de frente a qual eu chamava de “tia Selma”, ela tinha
duas filhas e um filho um tanto mais velhos que eu e me divertiam muito levando-me para brincar no
quintal empoeirado deles até a hora de voltar para casa.
Ainda
nesta fase eu recordo os dias que sofria sem minha chupetinha que a mamãe tanto
tentava tirar de mim e meu querido paizinho trazia escondido novamente só pra
me deixar feliz ou seria para me fazer parar de chorar?
Falando
do meu pai ele era e imagino que ainda seja apaixonado por mim, aliás, eu era a
segunda filha de três também conhecida como a “do meio”, tenho um irmão mais
velho e uma irmã mais nova e agora tem o recém chegado do segundo casamento do
meu pai, o que acredito que não me torna mais a sua filha “do meio”. Meus
irmãos acreditam até hoje que eu sempre fui o xodó do meu pai e de fato eu era
a mais dengosa e a mais apegada. Meu pai sempre me fala deste apego comum certo
orgulho e conta que quando eu era bebê sempre que ele saía para trabalhar me
deixava aos prantos ao vê-lo saindo. Ele passava mais tempo com agente do que a
mamãe, pois ele era funcionário autônomo e ela trabalhava no comercio, portanto
ele tinha mais tempo para brincar com agente, e agente fazer dele cavalinho.
Meu pai nos levava para o nosso quintal que para mim na época pelo que me
lembro era muito grande e lá ele brincava de fazer panelinhas de barro, de
fazer reciclagem com as garrafas Pet, carrinho, óculos, chapéus, e como
tínhamos um tanque abandonado nos dias de muito calor ele permitia que agente
brincasse de piscina nele, sempre nos vigiando.
A
minha mãezinha até hoje se diverte muito pouco com agente, pois ainda trabalha
tanto ou mais do que antes. A maioria dos momentos que estávamos com ela eram
de reclamações ou era respondendo a lição de casa, mas me parece que todas as
mães são um pouco mais fel do que os pais, no entanto, eu amava ficar perto
dela e ela perto de nós. O seu trabalho nos roubava muitos finais de semana,
mas não foram nada que a impedisse de nos recompensar com passeios e
brinquedos, por mais apertados que a nossa situação financeira nos fosse, eram
três filhos então tudo era triplicado. As roupinhas quando compradas, e sempre por
ela própria eram bastante coloridas e iguais para as suas duas lindas filhas e
bem estilosas para o seu primogênito. Ela era, e é uma bela, jovem e
inteligente mãe.
Eu
e meus irmãos sempre tivemos babás desde a época em que morávamos em Salvador,
eu tinha por volta dos 2 anos quando retornamos a minha cidade natal, algumas
delas também fizeram minha infância divertida,
uma que marcou mais foi a Rose ela era grandona, bem alta e era engraçada, na época dos
piolhos ela quem catava com muito carinho, fazia recitas esquisitas e gostosas,
acho que por isso que meu irmão aprendeu a inventar receitas. Rose ficou
conosco dois anos e quando ela foi embora eu me lembro de ter sofrido um pouco
mais, era com ela que eu aprendia piadas e ria muito com as suas resenhas, pra
ela eu perguntava aquelas perguntas sem noção de criança, eu sempre fui de me
apegar fácil às pessoas, meus animais de estimação que o digam. Tive vários
cãezinhos, tartarugas e gatinhos e quando morriam ou ia embora a chorona da
casa (eu) ficava inconsolável. Com o tempo aprendi a lidar com este sentimento
de perda e a controlar minhas emoções.
Aproveitando
pra falar sobre resenha, apesar de nunca ter feito fortes resenhas a respeito
da aparência dos outros colegas evitando mágoa ou brigas, eu sempre fui
“gaiata”. Lembro-me de sempre que eu ia sair ou dormir fora da minha casa minha
mãe dava logo a voz: “Deixa de gaiatice e se comporta.” Eu era muito risonha,
de tudo eu achava graça (e sou assim até hoje) meu irmão mais velho era o meu
companheiro nas gargalhadas dormíamos tarde da noite rindo de piadas sem nexo.
Nas
férias ou nos fins de semana a minha mãe me deixava ir dormir ou passar uma
temporada na casa de sua irmã, a tia que tenho como segunda mãe. Eu diria que
25% da minha infância foi na casa da minha tia brincando com as minha primas,
mas a Jessica, ou como a chamamos carinhosamente Jel, era diferente pois
falávamos a mesma língua, tínhamos pouquíssima diferença de idade, 6 meses
apenas então falávamos a mesma língua.
Brincávamos
de um tudo, e tudo para nós era brinquedo, muitos dos brinquedos que ela tinha
eu não tinha então pra mim era mais do que uma colônia de férias era a
brinquedolândia, e na época do grupo “É o Tchan” fazíamos questão de na frente
da tv imitar as dançarinas. Bons tempos aqueles. Compartilhávamos tudo, íamos para todos os
clubes, fazíamos muitos passeios e eu sempre conhecia a roda de amigos novos
dela a cada férias que chegava. Éramos realmente irmãs inseparáveis, brincavam
até que éramos gêmeas. Mas quando acabavam as férias ou os dias estipulados por
mamãe, eu ficava aos prantos.
Na
minha casa eu tinha um irmão mais velho que não brincava as mesmas
brincadeiras, e minha irmã mais nova não entendia as minhas brincadeiras. Era
certo eu chegar em casa de mau humor e de cara fechada. Logo com ameaças da
minha mãe de que se eu continuasse assim eu pararia de ir pra casa da minha
tia, eu parei com este meu chilique.
No
quintal na minha casa tem um quartinho e lá eu diria que foi o inicio da
pedagogia na minha vida. Lá eu e minha irmã brincávamos de tudo, era um
cubículo, mas para nossa imaginação era a nossa casinha, o supermercado a nossa
escolinha. Foi ali que meu irmão nos ensinava lições básicas da escola, e foi
ali que comecei a gostar de ser professora fazendo da minha irmã a minha
aluninha. Usávamos nossos brinquedos de panelas e tudo o que a imaginação nos
permitia transformar para construir o cenário perfeito pegávamos até mesmo as
coisas de casa, mamãe sempre chiava porque quando levávamos pra lá o que era útil
pra ela não seria mais.
Comidinha
de mato, bonecas, e tapetes de fuxico feitos pela minha avó paterna construíam
a nossa casinha e o acordo com minha irmã era que quem estuda de manhã brinca a
tarde e quem estuda a tarde brinca de manhã, e quando era férias tinha que
caber as duas. Por falar em minha avó paterna, é impossível, diria falar da minha
infância e não falar dela. Quando os fins de semana não eram na casa da minha
tia materna com minha prima, ou em casa brincando com os coleguinhas da rua meu
pai nos levava para a casa dela. Ela amava nossa companhia e sempre nos ensinava
a costurar, (foi ela quem me ensinou!) quando não era hora de costurar
estávamos na cozinha ela preparava doces caseiros e sempre comprava uma
besteirinha, e lá perto dela moravam dois primos meus que nos atraiam com suas
brincadeiras, e como tinha muitas plantas na vizinhança era certo ou voltarmos
além de sujos, também cortados, porque nos acabávamos brincando de pega-pega e
pique esconde no meio do mato alto. E pra encerrar a visita a vovó delicada
vinha com a mão trincando de moedinhas, sempre imaginei que ali era uma forma
dela expressar o carinho e a gratidão por estarmos com ela. Quando já noitinha agente voltava pra casa,
mas se minha mãe estivesse trabalhando ainda íamos busca-la. E lembro-me de
nesta época estar sendo alfabetizada então de dentro do carro, vendo os
letreiros e os outdoors eu amava ficar lendo em voz alta. Em meio a estas
brincadeiras sofri com a separação dos meus pais e, mas do muito que chorei
continuei sendo criança e com um pouco de egocentrismo achei que agora tudo dobraria
pra mim. Mas eu só achei mesmo.
Minha
avó materna não menos importante também nos deixava fazer aquela baguncinha no
seu quintal, mas depois não tínhamos como escapar da bagunça precisávamos arrumar
se não ela ficava muito brava. No final aquela merendinha e nada diferente das
outras avós sempre nos trazia aquelas moedinhas e um “Deus te abençoe” ao
despedir-se após pedirmos a benção.
Enfim,
na escola eu tagarela toda, mais muito elogiada por ser inteligente e
obediente, mas admito já fiz minha mãe comparecer na diretoria por eu dar umas
conversadinhas durante a aula, mas a culpa era sempre das minhas colegas que
sentavam perto de mim e me disparavam. Passei por muitas escolinhas
particulares durante a minha educação infantil, mas uma me marcou muito até
hoje, a Escolinha Bem Me Quer, onde aprendi a ler e escrever.
Se
há algo que marcou a minha alfabetização com intensidade foi a minha
dificuldade em realizar os exercícios, e lá em casa a função era da minha mãe
que apesar de ter tido dificuldades para estudar era sempre muito inteligente e
queria que nós não sofrêssemos o que foi um dia as sua frustração, não ter
estudados até a Faculdade. Ela que às vezes muito cansada e acredito que até
estressada vinha e me ensinava, e quando era dia de matemática, estava armada a
confusão! Acabava meu pai intervindo acho que com medo dela me sentar um tapão.
Porém o que acredito trazer a memória é o que realmente vale a pena se lembrar;
a maneira como fui persuadida na escolinha a aprender a ler e escrever e a
insistência e preocupação da minha família com o meu futuro. E se estou hoje
aqui é porque os seus gritões mãe me fizeram entender que o estudo é tão
importante na vida de uma criança como o brincar e o comer.
A
doce professora Rosa, prendia minha atenção primeiramente por seus longos e
encaracolados cabelos, e sempre com seu sorriso memorável e seu meigo jeito de
nos dizer “não meu amor, não é assim” ou então um satisfatório (ao menos para
mim) “Parabéns!”. Com esta professora tudo ficava prazeroso. Posso até está
romantizando a historia, mas as marcas da compreensão e paciência que esta
minha “Doce Professora” me deixou são reais até os dias de hoje. Mais tarde,
mudando de serie não tive mais o mesmo contato com ela e logo ela teve de se ausentar.
Ela
marcou-me o suficiente para eu não só aprender (apesar das dificuldades), mas
também imita-la, como havia dito anteriormente, amava brincar de Escolinha, e
de preferencia eu queria ser a professora. Como eu me divertia!
Trazendo
a memória momentos da minha alfabetização lembro-me de uma professora amável e
divertida, a Pró Rosa nunca me pareceu ser chata e nem alienada, apesar de
naquela época eu não ter senso critico ainda (acredito) na verdade não há
recordações ruins sobre ela. Talvez toda
a dificuldade que enfrentei durante os meus primeiros passos de aprendizagem
realmente não deva ser significativa ao ponto de roubar a mensagem que para mim
hoje como futura Pedagoga, Professora é muito mais importante, o de envolver o
aluno equilibrando conhecimento com afeto, afinal é uma profissão totalmente
ligada ao próximo. E durante minhas series iniciais muitas professoras com quem
estudei eram atenciosas e preparadas. Muitas delas ainda atuam na mesma escola
onde eu estudei, ensinando as mesmas series.
Em
resumo a minhas series iniciais da alfa a 1ª serie era aprendendo a ler
brincando, 2ªserie fui para escola da igreja e não tem como esquecer os piolhos
e os meus paqueras que aliá nem dava bola, 3ª a 4ª serie preconceitos por parte
de alguns da turma, porém eu nunca me inibia e nesta fase eu era fã da dupla
Sandy e Junior e na escola quando era dia das crianças eu e um colega meu
sempre os imitávamos. E nesta mesma época eu já estava me envolvendo com os
ministérios da igreja pra minha idade e ganhava sempre um destaque. Digo que
não deu tempo das chacotas dos colegas me fazerem chorar. Logo superei e isto
passou a ser pra mim apenas uma fase
assim como o complexo de inferioridade que quase desenvolvi, acredito que eu
soube canalizar para as brincadeiras e
para as atividades que mais me davam prazer. Aqui dou destaque para a
importância do brincar para a criança parecia que nas minhas brincadeiras eu
extravasava, e refazia meus pensamentos de novo assim meio que
inconscientemente eu fui aprendendo que o melhor remédio era brincar.
Logo meus pais não tendo mais como nos manter
em escolas particulares na 5ª serie do fundamental fui para a escola publica e
lá conheci meu noivo lindo, e esta é mais uma daquelas longas historias do
destino, escritas pelos dedos de Deus. Trocávamos cartinhas, mas e
inocentemente ele queria me namorar, mas eu obedecia meus pais e deixei claro
que eu só queria estudar. Na 7ª serie mudei de escola e nos distanciamos, mas o
tempo nos pregou uma peça e olha nós aqui agora noivando. Com minhas bonecas Barbies
na mochila nesta idade ainda elas iam me acompanhando e no intervalo enquanto
as outras meninas brincavam de “bonecos” eu fazia questão de na sala sozinha
brincar com minhas bonequinhas e aproveitando cada segundo da “inocência” que
em mim ainda havia. Enfim nesta serie eu tinha 13 anos e sei que a infância
acabaria mais ou menos aqui, mas acredito que ela não acaba ela dorme e se
desfaça assim eu senti.
Às vezes penso que por ter sido muito mimada
por meu pai e ter tido muito da minha mãe é que sou assim, me sinto em uma
infância sem fim, mas a minha infância teve sem duvida a atenção o cuidar,
educar, e brincar que toda criança deveria experimentar. Hoje tenho uma
sobrinha e é com ela que revivo e relembro coisas da minha infância, é com ela
hoje que brinco de ser criança.
Concluo
dizendo que esta nada breve fase da minha vida na pratica tem seu fim, mas
acredito que dentro de nós a infância nem sempre precisa de uma criança para
ressurgir. Afirmo que tudo que pude graças
a Deus e aos meus pais eu vivi, não pulei nenhuma fazer e meus pais mesmo não
tendo recebido a melhor infância souberam juntos ou separados construiu um
pouquinho de mim. Nasci, chorei, sorri, brinquei, fiz tudo o que uma criança
tem direito nesta vida de viver.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Bom de Papo
Olá pessoal este é o nosso 1º de muitos "Bons de Papo", e como estreia trago pra vocês um conteúdo da área da pedagogia ( pra variar..risos) mas com uma pitada de humor.
Pela primeira vez faço neste blog uma postagem de um vídeo, relacionando-o com a realidade. é uma charge de Mauricio Ricardo, que de uma forma descontraída aborda a realidade da educação brasileira quanto a sua didática de ensino e a comunicação na relação entre professores e alunos.
Bom sem muitas delongas, vamos a discussão?
Pelo menos por um momento chega de textos com linguagens rebruscadas, e aparentemente sem nenhuma atratividade, é bem isso o que muitos textos acadêmicos possuem , e sem desmerecer jamais a importância da teoria, procurarei ser bem direta quanto a linguagem e o objetivo deste hipertexto que é através da descontração nos levar a refletir sobre a temática aqui trazida.
Muitos de você devem ter ouvido falar ou conhecido alguma das obras de Paulo Freire, um educador brasileiro que contribuiu com uma metodologia de ensino e aprendizagem significativa não só no Brasil como também no exterior.
Que tal fazermos uma breve recapitulação?
Freire fazia uso da Palavramundo ( palavras pertencentes a realidade dos educandos) para alfabetizar jovens e adultos, trabalhadores que em sua maioria já havia abandonado a escola para trabalhar, ou nunca tivera a oportunidade de estudar. Mas Freire não se preocupava apenas com o alfabetizar por alfabetizar um de seus grandes propósitos através da alfabetização era conscientizar os alunos da importância que a leitura possui para modificar a sociedade e a realidade em que eles se encontravam, e durante o processo de aquisição da escrita e da leitura era gerado nos educandos com um espírito crítico,pois para Freire não havia forma melhor de conscientiza-los e de alfabetiza-los que o uso da própria realidade deles trazendo palavras do seu cotidiano, vale salientar que a comunicação entre ele e seus alunos, não era nada tradicional pois ele ao mesmo tempo que fazia uso da rigorosidade para ensinar, ele colocava-se em pé de igualdade com os seus alunos equilibrando sempre esta relação entre professor e aluno.
Mas você deve estar se perguntando porque estou trazendo Paulo Freire adjunto a este vídeo.
As escolas não apenas do presente mas também do passado e esperamos que não do futuro sofrera e sofre com a questão da comunicação entre o professor e a realidade dos estudantes, não apenas acerca da linguagem mas principalmente quanto a didática e os métodos de ensino usados pelos docentes.
Esta charge ilustra bem o que esta acontecendo por falta desta comunicação. o abandono das salas de aula pelos professores, o desrespeito dos alunos com os mesmos e no fim ninguém sabe se comunicar e se perde a ordem e acaba-se com a esperança de um progresso. Vemos que quando a professora tenta outro método de comunicação com seus educandos usando a linguagem deles, a compreensão destes flui.
E se pararmos para analisar esta comunicação não se trata apenas da forma de falar mas também de ensinar. e como deixar de fora a tecnologia e seus meios de comunicação didáticos que é uma das "linguagens" para a escola não no futuro mas agora, no presente fazer uso como método de ensino e aprendizagem. E esta é uma discussão longa, incontestável e inevitável para os próximos dias da escola.
Este é realmente um papo provocante, e inacabado pois na verdade esta muito ligada a formação inicial dos professores e a práxis. Poderíamos falar sobre este assunto em "n" postagens, e teremos sim esta oportunidade, no entanto o que trago pra você aluno e principalmente ao professor é esta constante reflexão acerca das suas praticas pedagógicas e seu comprometimento com as metodologias em prol do desenvolvimento dos alunos.
Portanto não concluiremos este tema por aqui, ainda há muito pra se discutir, para refletir deixo portanto com base neste vídeo a dica: é preciso haver flexibilidade, compreensão e principalmente dedicação dos docentes pela educação. ( olha, deu rima!)
Abçs...e até a próxima!
sábado, 22 de novembro de 2014
Sobre o Instinto Pedagógico
O Blog Instinto Pedagógico foi criado para a divulgação de trabalhos do âmbito
pedagógico conhecer outros trabalhos, além de ter como o objetivo primordial a socialização
entre outros blogs. Visa alcançar leitores não apenas da área da pedagogia, mas
também das demais áreas, inclusive estudantes das escolas do nível Fundamental
quanto Médio e porque não os simpatizantes da nossa querida Pedagogia? Todo conhecimento
é valido e toda visita também. Afinal de contas nós nunca sabemos de tudo.
A característica deste blog é demonstrar através do Instinto que em nós
é gerado através do conhecimento acadêmico adquirido, o mundo da pedagogia suas
facetas, sua amplitude nas áreas, seus trabalhos, teorias, e sua história.
A proposta é fazer postagens de textos e vídeos informativos, compartilhamento de experiências pessoais para gerar reflexões, além de todo um suporte teórico. Muito conteúdo com humor tudo para alcançar a todas as mentes disponíveis a socialização e aberta a novos e até velhos conhecimentos.
A proposta é fazer postagens de textos e vídeos informativos, compartilhamento de experiências pessoais para gerar reflexões, além de todo um suporte teórico. Muito conteúdo com humor tudo para alcançar a todas as mentes disponíveis a socialização e aberta a novos e até velhos conhecimentos.
visite também: http://uesbcorujadapedagogia.blogspot.com.br/
http://pedagogiando-britto.blogspot.com.br/
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Síntese do texto:A escola tem futuro?
A escola tem futuro?
Selma Garrido Pimenta e
Marise compartilham durante uma entrevista suas experiências no cominho da
educação inclusive na época da ditadura.
Selma traz primeiramente
a sua imersão nas pesquisas mesmo como docente ainda atuante. Para ela as
pesquisas acadêmicas precisam ir além do espaço da escola e partir para pesquisas
com professores o que chamava de pesquisa colaborativa, este tipo de pesquisa
segundo a Selma “não está só aplicado a
uma mudança de postura (...) mas também esta trazendo elementos que considero
muito significativos na construção da teoria sobre educação escolar”. Para ela
a partir das problematizações discutidas na pesquisa com professores poderia se
encontrar mais informações fazendo assim elaboração de projetos de intervenção.
A partir desta sua visão
de pesquisa colaborativa , Pimenta faz uma critica como ela vê a escola hoje.
Uma de suas posições é de que “precisamos, com os professores, construir uma
nova escola; aprender a ler compreender, interpretar a leitura que eles
próprios tem da escola.
Mais adiante Selma
começa a contar de forma resumida a sua
historia a formação a escolha pela pedagogia e a militância no Experimental um
de seus projetos o qual originou a sua dissertação de mestrado e da pesquisa
para o doutorado.
Ela também nos conta que
uma de suas lutas no tempo da ditadura era contra a hegemonia na educação e nos
sistemas de ensino. Na sua caminhada dentre as tantas instituições e trabalhos
dos quais fez parte tiveram a presença de Bernadete Gatti, Carlos Luiz
Gonçalves, José Carlos Libâneo, Dermeval Saviani, Celso Ferreti, Antônio
Joaquim Severino, Antônio Gramsci todos eles fizeram parte de sua trajetória.
Selma prossegue toda a entrevista contando sobre seus projetos suas opiniões
sobre a educação, professor, escola, enfim.
Em uma de suas questões
Marise fala da direção da escola contemporânea e a educação dos cidadãos que
irão compor o pais , Selma diz que a escola
“não está conseguindo fazer” e ainda compartilha mais uma de suas vivencia na Apeaesp que consistia em
um trabalho de acessoria a professores da rede estadual em resumo Selma
acredita que a escola.
Ela
precisa ser transformadora, com certeza, na sua forma de gestão na forma de
organizar o processo de ensino e aprendizagem.(...) portanto no seu espaço e no
seu tempo, nas suas relações com a comunidade.Ela precisa ser transformada em
sua própria insersão no sistema de ensino. (p.166)
E por fim Pimenta traz em
sua ultima fala sobre a escola na sociedade através de uma de suas observações
no filme Cidade de Deus onde garotos encontram um bom lugar sem a intervenção
da escola.
(...)
a escola que temos hoje não daria conta de dizer para aqueles protagonistas,
que são pessoas reais, que ela poderia ajuda-los a ter o seu lugar no mundo.
Selma continua .
(...)
Então penso que a analise critica das contradições presentes na escola tem que
no levar a uma superação disso, e não uma volta para tráscomo as vezes uma
perspectiva pós modernista nos levaria.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
A Minha Doce Alfabetização
![]() |
| A Pró Rosa e eu na minha formatura da alfabetização |
Se há algo que marcou a
minha alfabetização com intensidade foi a minha dificuldade em realizar os exercícios.
Porém o que acredito trazer a memória é o que realmente vale a pena se lembrar;
a maneira como fui persuadida na escolinha a aprender a ler e escrever.
A doce professora Rosa,
que prendia minha atenção primeiramente por seus longos e encaracolados
cabelos, e sempre com seu sorriso memorável e seu meigo jeito de nos dizer “não
meu amor, não é assim” ou então um satisfatório (ao menos para mim) “Parabéns!”,
com esta professora tudo ficava prazeroso. Posso até está romantizando a
historia, mas as marcas da compreensão e paciência que esta minha “Doce
Professora” me deixou são reais até os dias de hoje. Mais tarde, mudando de
serie não tive mais o mesmo contato com ela e logo ela teve de se ausentar.
Pincelando o mestre Paulo
Freire percebo que não tem como falarmos de alfabetização e não cita-lo, pois
ele dava uma aula de educação e ensino. Como não inserir neste meu diário de
bordo seus pensamentos a respeito da relação aluno e professor quando o próprio
Freire fala disto tão bem?
Um dos primeiros pontos
que farei uso é o que Paulo Freire titula em seu livro “Pedagogia da Autonomia os saberes necessários á prática educativa.” como “Ensinar exige querer bem os educandos” (p.90).
Pelo que pude perceber neste capitulo (cap. 3) Freire trará a discussão a
postura também de humanismo do professor.
Acredito que apesar de
este tema estar no final do livro, na minha alfabetização isto foi primordial
para a Professora Rosa. Afinal como alguém conseguia ensinar com seriedade e
com tanto carinho sem exceder nem um nem outro? Noto que Freire deixa muito
claro que o querer bem que ele se refere está muito ligado a “alegria de viver”.
O que me parecia era justamente isto que a Pró Rosa sentia, sempre sorrindo. De
onde vinha todo aquele humor e paciência?
Nesta discussão eu acredito
que Paulo Freire liga muito o bem estar, á alegria, ao prazer na docência, e á
rigorosidade também.
É falso também tomar como inconciliáveis seriedade docente e
alegria, como se a alegria fosse inimiga da rigoridade. Pelo contrário, quanto
mais metodicamente rigoroso me torno na minha busca e na minha docência, tanto
mais alegre me sinto e esperançoso também. (FREIRE, Paulo. p.90)
Enfim, não sei se a minha
“Doce Professora” da alfabetização lera esta obra, mas o que ela deixou em mim
marcou-me o suficiente para eu não só aprender (apesar das dificuldades), mas
também imita-la, amava brincar de Escolinha, onde eu era a professora. Como eu
me divertia! Trazendo a memória momentos da minha alfabetização lembro-me desta professora amável e divertida, a Pró Rosa nunca me pareceu ser chata e nem
alienada, apesar de naquela época eu não ter senso critico ainda (acredito) na
verdade não há recordações ruins sobre ela.
Talvez toda a dificuldade que enfrentei durante os meus primeiros passos
de aprendizagem realmente não deva ser significativa ao ponto de roubar a
mensagem que para mim hoje como futura Pedagoga, Professora é muito mais
importante, o de envolver o aluno equilibrando conhecimento com afeto, afinal é
uma profissão totalmente ligada ao próximo. E durante minhas series iniciais
muitas professoras com quem estudei eram atenciosas e preparadas. Muitas delas
ainda atuam na mesma escola da minha alfabetização, ensinando as mesmas series.
Enfim, Freire educava jovens e
adultos, mas não havia para ele restrições quanto a mensagem que transmitia
para os docentes, a ideia dele era o progresso e eu vivo o progresso desde a
minha alfabetização. Estou na universidade e desejando ser professora desejando ser tão boa quanto a
minha bela e gentil professora que me alfabetizou. “Não importa com que faixa etária trabalhe o
educador ou a educadora. O nosso é um trabalho realizado com gente, miúda,
jovem ou adulta, mas gente em permanente processo de busca.” (p. 91).
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
CURIOSIDADE - Instinto Pedagógico esclarece
Particularmente acredito que não são muitas as pessoas que "curiam" sobre a Pedagogia, assim também não são as que se perguntam: Por que uma CORUJA a representa ? O Instinto Pedagógico faz questão de esclarecer.
Quem já viu uma coruja de perto há de convir que é um ser misterioso e belo certo? Pois bem.
A mascote da Filosofia e do curso de Letras, é também mascote do curso de Pedagogia e como quase tudo ao nosso redor seu significado e importância vem láaaaaa da Grécia com o mito da deusa da sabedoria Athena que era representada por uma Coruja, dando a entender assim que, na coruja está a sabedoria. É valorizada pelos gregos por ser intuitiva, atenta, e por ver coisas que ninguém vê.
CARACTERÍSTICAS: Como já dissemos é um animal misterioso e intuitivo, atento, e caçador, possuem uma ótima audição, e é notívago, ou seja noturno, e para os gregos é uma característica dos Filósofos pois acreditam que a noite é o melhor momento pra pensar. Acreditavam também que é um animal reflexivo. Tudo a ver conosco estudantes de Pedagogia, Letras e Filosofia não acham ? e ainda dizem que nossos cursos são "fichinha" bobagem. Bom, se eu fosse um inseto ou um roedor não subestimaria uma coruja pois apesar de tímidas não são "fichinhas" e dificilmente erram a presa.
É isso ai, Pedagogos e futuros Pedagogos, não é necessário comer carne de coruja ou até criar uma, para adquirir sabedoria, claro, como tudo na mitologia grega nos leva a reflexão as características naturais das corujas são referidas a nós pois em nosso curso somos chamados para agirmos com seres instintivamente e primordialmente Reflexivos e Intuitivos.
A timidez dispensamos mas à caça iremos sempre, caçadores do Conhecimento, noturnos como todo estudante, afinal quem nunca se aproveitou do silencio da madrugadas para estudar? Ah, e sobre o mistério, digamos que toda profissão tem seu charminho. ;)
Referências:
http://www.significados.com.br/
http://www.bichosbrasil.com.br/
Quem já viu uma coruja de perto há de convir que é um ser misterioso e belo certo? Pois bem.
A mascote da Filosofia e do curso de Letras, é também mascote do curso de Pedagogia e como quase tudo ao nosso redor seu significado e importância vem láaaaaa da Grécia com o mito da deusa da sabedoria Athena que era representada por uma Coruja, dando a entender assim que, na coruja está a sabedoria. É valorizada pelos gregos por ser intuitiva, atenta, e por ver coisas que ninguém vê.
CARACTERÍSTICAS: Como já dissemos é um animal misterioso e intuitivo, atento, e caçador, possuem uma ótima audição, e é notívago, ou seja noturno, e para os gregos é uma característica dos Filósofos pois acreditam que a noite é o melhor momento pra pensar. Acreditavam também que é um animal reflexivo. Tudo a ver conosco estudantes de Pedagogia, Letras e Filosofia não acham ? e ainda dizem que nossos cursos são "fichinha" bobagem. Bom, se eu fosse um inseto ou um roedor não subestimaria uma coruja pois apesar de tímidas não são "fichinhas" e dificilmente erram a presa.
É isso ai, Pedagogos e futuros Pedagogos, não é necessário comer carne de coruja ou até criar uma, para adquirir sabedoria, claro, como tudo na mitologia grega nos leva a reflexão as características naturais das corujas são referidas a nós pois em nosso curso somos chamados para agirmos com seres instintivamente e primordialmente Reflexivos e Intuitivos.
A timidez dispensamos mas à caça iremos sempre, caçadores do Conhecimento, noturnos como todo estudante, afinal quem nunca se aproveitou do silencio da madrugadas para estudar? Ah, e sobre o mistério, digamos que toda profissão tem seu charminho. ;)
Referências:
http://www.significados.com.br/
http://www.bichosbrasil.com.br/
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