A escola tem futuro?
Selma Garrido Pimenta e
Marise compartilham durante uma entrevista suas experiências no cominho da
educação inclusive na época da ditadura.
Selma traz primeiramente
a sua imersão nas pesquisas mesmo como docente ainda atuante. Para ela as
pesquisas acadêmicas precisam ir além do espaço da escola e partir para pesquisas
com professores o que chamava de pesquisa colaborativa, este tipo de pesquisa
segundo a Selma “não está só aplicado a
uma mudança de postura (...) mas também esta trazendo elementos que considero
muito significativos na construção da teoria sobre educação escolar”. Para ela
a partir das problematizações discutidas na pesquisa com professores poderia se
encontrar mais informações fazendo assim elaboração de projetos de intervenção.
A partir desta sua visão
de pesquisa colaborativa , Pimenta faz uma critica como ela vê a escola hoje.
Uma de suas posições é de que “precisamos, com os professores, construir uma
nova escola; aprender a ler compreender, interpretar a leitura que eles
próprios tem da escola.
Mais adiante Selma
começa a contar de forma resumida a sua
historia a formação a escolha pela pedagogia e a militância no Experimental um
de seus projetos o qual originou a sua dissertação de mestrado e da pesquisa
para o doutorado.
Ela também nos conta que
uma de suas lutas no tempo da ditadura era contra a hegemonia na educação e nos
sistemas de ensino. Na sua caminhada dentre as tantas instituições e trabalhos
dos quais fez parte tiveram a presença de Bernadete Gatti, Carlos Luiz
Gonçalves, José Carlos Libâneo, Dermeval Saviani, Celso Ferreti, Antônio
Joaquim Severino, Antônio Gramsci todos eles fizeram parte de sua trajetória.
Selma prossegue toda a entrevista contando sobre seus projetos suas opiniões
sobre a educação, professor, escola, enfim.
Em uma de suas questões
Marise fala da direção da escola contemporânea e a educação dos cidadãos que
irão compor o pais , Selma diz que a escola
“não está conseguindo fazer” e ainda compartilha mais uma de suas vivencia na Apeaesp que consistia em
um trabalho de acessoria a professores da rede estadual em resumo Selma
acredita que a escola.
Ela
precisa ser transformadora, com certeza, na sua forma de gestão na forma de
organizar o processo de ensino e aprendizagem.(...) portanto no seu espaço e no
seu tempo, nas suas relações com a comunidade.Ela precisa ser transformada em
sua própria insersão no sistema de ensino. (p.166)
E por fim Pimenta traz em
sua ultima fala sobre a escola na sociedade através de uma de suas observações
no filme Cidade de Deus onde garotos encontram um bom lugar sem a intervenção
da escola.
(...)
a escola que temos hoje não daria conta de dizer para aqueles protagonistas,
que são pessoas reais, que ela poderia ajuda-los a ter o seu lugar no mundo.
Selma continua .
(...)
Então penso que a analise critica das contradições presentes na escola tem que
no levar a uma superação disso, e não uma volta para tráscomo as vezes uma
perspectiva pós modernista nos levaria.
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