Minha escolha pela Pedagogia
A minha escolha pela Pedagogia só veio a ser confirmada, de fato, no ensino médio onde fui questionada inúmeras vezes sobre que profissão eu queria exercer. Lembro-me de ter uma certa “veneração” por educadores que contribuíram bastante na minha formação. Algumas se destacavam mais, tanto na Educação Infantil como no ensino fundamental, e agora no ensino superior. Através de chances dadas a mim por professores, ainda em aula, de ensinar a colegas, escrever no quadro negro, fazer uma leitura, enfim; momentos que me fizeram admirar aquele certo “poder” que todo professor tem de ser um ajudador. Me recordo também de sentir-me atraída pela militância na educação, na luta por um escola melhor, me tocava muito assistir programas em que a politica educacional era a discussão. Eu sabia, e sei, que queria me envolver nesta área e com a oportunidade de ajudar a mudar o sistema de descaso da educação em nosso país.
A partir da
paixão por educar o outro, pelo lindo, curioso e inocente desenvolvimento
infantil desejei a Pedagogia como curso, como carreira (almejando mais
futuramente). Enfim me encontro agora aqui com os mesmos sentimentos e desejos
de mudança, com a dedicação da infância e a ansiedade de tentar mudar algumas
realidades que eu conseguir alcançar. A minha autoconfiança, e a indispensável
fé que sempre me acompanhou, é o que me faz acreditar que a situação da
educação do país pode melhorar, não apenas no salário dos professores, mas,
principalmente, na formação das crianças, dos jovens, dos adultos analfabetos
que ainda se encontram alijados do acesso à educação de qualidade.
O que vai de
encontro a nossa escolha sempre será, acredito eu, o descaso com a profissão e
o desprezo que a docência tem enfrentado. O preconceito quanto a posição social
e até mesmo o cansaço psicológico, tudo isto é sim de peso na decisão de ser
professor. E o que tem pesado muito mais é o desprezo, pois isto tem
desencadeado todas as outras problemáticas, o que vejo resultando em um ensino
desmotivado e uma aprendizagem deficiente. Resumindo o que não nos leva a
escolher a Pedagogia é, sem sombra de dúvidas, os fatores sociais.
Contudo,
posso simplesmente concluir que a minha escolha esta firmada em princípios
comprometidos com o meu desenvolvimento e do próximo. Defendi minha escolha com
a seguinte colocação : “acredito que quando demonstramos ao mundo dedicação, e
uma verdadeira intenção, quando nos desprendemos da acomodação, é impossível
não ver um resultados positivos, e obter satisfação e alegria em qualquer profissão”. Me vejo não
como mais uma professora, me vejo como educadora não apenas nas escolas, me
vejo como alguém que deseja não apenas uma carreira, mas o bom futuro de uma
geração inteira. Professorinha só para os meus futuros pequeninos educandos,
que imagino que com carinho assim me apelidarão. Na educação eu quero fazer a
diferença, eu quero exalar a minha essência e colaborar para a verdadeira
formação das futuras gerações.

Nenhum comentário:
Postar um comentário